terça-feira, 15 de maio de 2012

A falta de amor, próprio.

Sinceramente?
Tenho preguiça de gente sem amor próprio. Nada contra quem briga, chora, esperneia, faz um escacéu para uma relação dar certo, mas eu, prefiro mesmo é dar certo comigo. Cresci no meio de uma família que não teve problemas, isto é, Pai e Mãe - aparentemente - corretos, um amando o outro, fazendo a sua parte e nessa brincadeira, foram felizes, lembro-me bem, por 42 anos. Então, amadureci assim, com isso na cabeça. É simples, quando alguém quer estar com você, ele simplesmente quer, e ponto. Não existe passado, ex's, histórias milaborantes, suposições. Quem quer mesmo, não questiona, não fuça, não perde seu tempo chacoalhando a vida do outro, porque sabe com o peito leve o passo que é dado mesmo quando não se está ao lado. E o melhor de tudo, confia.
Ah, a confiança...
Mola mestra das relações hoje em dia, o amor, é secundário, penso eu.
Isso me entristece.
Amor, é base. Ponto.
É em cima dele que as construções devem ser alicerçadas, os caminhos traçados, as histórias conduzidas. Sem ele, não será a confiança, a atenção e o bom sexo que fará com que as coisas decolem, até porque, todos estes, são o amor, quando junto estamos. A quantidade de gente sequelada é enorme, fulano que trai sicrana, que há 8 anos atrás, ficou com beltrano, que hoje viu a ligação feita por Maria para Antônio, e pirou.
Amor, não é isso. O nome disso é insegurança, ciúme projetivo, talvez.
Eu não sou nenhum expert em relacionamentos, contudo, me considero um homem de bom senso invejável. Não entro na vida de quem quer seja para não agregar, se o bem eu não poder oferecer, tornar os dias daquela pessoa pior, jamais. Conduzo todas as minhas relações até o limite - quase - exaustivo do bom senso, isto é, até onde eu não invado a privacidade do outro, até onde me é permitido saber. Vivemos em um mundo louco, de amores fugazes, pessoas fúteis, corações voláteis e tudo isso amedronta, óbvio. Mas, está ai a hora de mostrar o diferencial que tivemos a sorte de aprender com a vida, com a família e amores passados.
O segredo é tentar, apostar, acreditar. Invadir, questionar, brigar, fuçar, inventar e imaginar, é no mínimo, falta de amor próprio, falta de segurança, falta de zelo para com a relação. É fato que nada nos assegura a certeza da felicidade, porém, estou cada vez mais convicto que os casais felizes não são aqueles que aparecem em propaganda de margarina, e sim, aqueles que se permitem tentar em conjunto, conversando o necessário, estabelecendo a confiança e sem o jogo infantil de que "se você quiser, que corra atrás de mim".
Nós não somos obrigados a correr atrás de ninguém, a não ser do nosso próprio sucesso e bem estar, o amor, este é pra andar ao lado, nem à frente, nem muito menos atrás. As mãos são dadas para que um possa estar ombro a ombro com outro, em sinal de igualdade e equilíbrio, respeito e amor, devoção e presteza, por que é para isso que encaramos uma relação e se nada disso pode ser oferecido é hora de rever conceitos e aceitar o fim por mais doloroso que seja.

3 comentários:

Kárita Nunes disse...

Puxa, gostei muito!

Kárita Nunes disse...

Puxa! Gostei muito!

Kárita Nunes disse...

Puxa! Gostei muito!